Folia versus
estatísticas: a face sem alegria do carnaval.
Mais um carnaval que passa, e as estatísticas
acusam - os mortos em acidentes aumentam, cresce o número de
comas alcoólicos, cresce o número de bebês que nascem 9 meses
após o feriadão...
Mas uma
estatística não ficará conhecida tão cedo: quantas pessoas se
contaminaram com doenças infecto contagiosas neste carnaval?
E porquê esta
conta será paga por todos nós? Para responder esta última
pergunta precisamos dar uma revisada nas principais doenças que
podem ser transmitidas.
Através da via
sexual são inúmeras as doenças que podem ser transmitidas: AIDS,
sífilis, gonorréia, hepatite B entre outras, se destacam num
ranking sem vencedores, mesmo com todo o estímulo informativo
que acontece no carnaval. O grande problema que a informação não
vem completa. Dessas doenças, a única que não tem relato de
disseminação pelo beijo é a AIDS, todas as outras encontram na
boca uma fonte inesgotável de disseminação.
Atenção também
para a Hepatite C, que já é a maior epidemia da história da
humanidade.
Um erro grave
é acreditar que o problema é só daquele que abusou da
irresponsabilidade e se contaminou durante as festas
carnavalescas. Não podemos esquecer que estas pessoas estão
entre nós freqüentando, muitas vezes, as nossas manicures,
nossos dentistas, nossos ambulatórios, que se não estiverem
rigidamente de acordo com as normas de biossegurança, poderão
disseminar os mesmos microrganismos para os outros
freqüentadores. E é aí que a conta passa a ser de todos nós.
Nossa maior arma ainda é a disseminação da informação, já que
para muitas doenças não há cura, apenas longos tratamentos.
Dra Liciane Toledo Bello
Mestranda em Laser Odontológico.
Especialista em Saúde Bucal da Mulher.