Folia versus Estatísticas: a face sem alegria do carnaval
por Dra. Liciane Toledo Bello
25/02/07

Folia versus estatísticas: a face sem alegria do carnaval.

Mais um carnaval que passa, e as estatísticas acusam - os mortos em acidentes aumentam, cresce o número de comas alcoólicos, cresce o número de bebês que nascem 9 meses após o feriadão...

Mas uma estatística não ficará conhecida tão cedo: quantas pessoas se contaminaram com doenças infecto contagiosas neste carnaval?

E porquê esta conta será paga por todos nós? Para responder esta última pergunta precisamos dar uma revisada nas principais doenças que podem ser transmitidas.

Através da via sexual são inúmeras as doenças que podem ser transmitidas: AIDS, sífilis, gonorréia, hepatite B entre outras, se destacam num ranking sem vencedores, mesmo com todo o estímulo informativo que acontece no carnaval. O grande problema que a informação não vem completa. Dessas doenças, a única que não tem relato de disseminação pelo beijo é a AIDS, todas as outras encontram na boca uma fonte inesgotável de disseminação.

Atenção também para a Hepatite C, que já é a maior epidemia da história da humanidade.

Um erro grave é acreditar que o problema é só daquele que abusou da irresponsabilidade e se contaminou durante as festas carnavalescas. Não podemos esquecer que estas pessoas estão entre nós freqüentando, muitas vezes, as nossas manicures, nossos dentistas, nossos ambulatórios, que se não estiverem rigidamente de acordo com as normas de biossegurança, poderão disseminar os mesmos microrganismos para os outros freqüentadores. E é aí que a conta passa a ser de todos nós. Nossa maior arma ainda é a disseminação da informação, já que para muitas doenças não há cura, apenas longos tratamentos.

Dra Liciane Toledo Bello

Mestranda em Laser Odontológico.

Especialista em Saúde Bucal da Mulher.