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Com mais de 170 anos de história, o amálgama dental é o material mais utilizado nas restaurações dentais devido as suas propriedades físicas e baixo custo. Com a exigência estética cada vez mais prevalente em nossa sociedade, as resinas de coloração idêntica ao dente, vêm ganhando espaço pela estética que oferece, juntamente com a melhoria de sua performance física para as restaurações dentárias, que sofrem grande força devido ao trabalho mastigatório a qual serão submetidas. O aspecto acinzentado/negro das restaurações de amálgama, de acordo com os recentes estudos, não é a única faceta negativa deste material, existe um fator mais importante e muito mais perigoso que se esconde nestas restaurações tão amplamente utilizadas. Hoje sabemos que doenças como o Mal de Alzeimer e a depressão, podem ter como fator patogênico o mercúrio, que de fato não é o causador isolado, porém na presença de algumas proteínas, pode predispor o indivíduo a sofrer destes distúrbios que já são relevantes em relação á saúde pública. Outro fator que deve ser ponderado, é que o mercúrio, assim como outros componentes do amálgama dental, são passíveis de migração, ou seja, de acordo com as características dos constituintes, como o cobre, o zinco, o estanho e a prata, haverá a penetração no tecido dental, levando à absorção dos mesmos e escurecimento do dente, trazendo um aspecto antiestético para o sorriso. De fato, a manutenção juntamente com o dentista, é a melhor forma de evitar prejuízos ao sorriso, e não permitir que restaurações de amálgama permaneçam longas datas é provavelmente uma forma razoável de evitar maiores comprometimentos que fujam do amplito odontológico.
Dra Liciane Toledo Bello |