Anestésicos são fármacos que bloqueiam
reversivelmente a condução do impulso nervoso relacionado com
estímulos nociceptivos.
Dentre os vários efeitos adversos,
descatam-se a depressão do sistema nervoso central e do sistema
cardiovascular, inclusive no feto em mulheres grávidas. Porém,
dentre os vários anestésicos utilizados, alguns já têm seus
efeitos bem conhecidos e são seguros em utilizações
corriqueiras, apresentando estabilidade e baixo potencial de
risco.
A má performance do anestésico se dá
principalmente quando há inflamação presente, em que as
características químicas teciduais estão modificadas.
Na atualidade há uma busca através das
pesquisas em direções opostas. Em uma, a procura de modificações
em anestésicos bem conhecidos, através da nanotecnologia,
objetivando a melhoria de sua performance em relação ao tempo e
a ação. Na outra, a busca é de técnicas que diminuam a
necessidade de anestésico para as intervenções, e nesta linha
encontramos o laser.
O uso da luz, devido às propriedades físicas
na interação tecidual, permite que haja uma necessidade mínima
da droga para intervenções relativamente profundas, e pelo fato
de agir diretamente nas fibras nervosas, já há uma diminuição
considerável do estímulo doloroso, o que permite tratamentos bem
mais confortáveis.
Drª Liciane Toledo Bello
Mestranda em Laser Odontológico – USP/IPEN
draliciane@ig.com.br