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| As propriedades terapêuticas da luz datam de tempos antigos, em que pacientes com tuberculose e doenças dermatológicas eram expostos ao sol, submetidos ao que chamamos de Helioterapia. Atualmente as possibilidades da interação biológica com a luz são amplas e permitem tratamentos eficazes e principalmente, com extrema descontaminação. As cirurgias teciduais ganham com o laser uma situação isenta de sangramento e pouco passível de contaminação, pois a hemostase e a desinfecção de sítios contaminados são imediatos e profundos. Mas é na substituição do “motorzinho” que o laser demonstra sua face mais nobre. Com ele, o tecido dental irradiado é modificado, tornando-se mais ácido resistente, impedindo que cáries secundárias ou recorrentes se apresentem, por isso é também um excelente instrumento para prevenção da cárie nos dentes permanentes. Outra forma de interação é a terapêutica, que utiliza potências menores, em que a irradiação dos tecidos promove a nível celular, uma oxigenação melhor, o que modifica o metabolismo, acelerando os processos cicatriciais, combatendo edemas e instituindo a biomodulação (fenômeno biológico que regula os processos bioquímicos). Na dor o laser demonstra-se eficaz, pois age no tecido nervoso estimulando a liberação da serotonina, importante hormônio no controle da dor. Também promove vasodilatação, que ajuda a eliminar as toxinas através da corrente sanguínea. O laser ainda pode trabalhar em benefício do tecido biológico, interagindo com substâncias específicas, em que promove a apoptose (morte sem liberação de toxinas) celular, sendo uma forma de tratamento de cânceres superficiais. No diagnóstico, o laser age através do fenômeno de fluorescência, emitindo um sinal que detecta presença bacteriana. LASER é um acrônimo que significa – “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation”. E para ilustrar o quão importante é sua ação nos tecidos biológicos é ratificar que sem luz não existe vida!
Dra Liciane Toledo Bello |