Dra. Liciane Bello
19/04/2006


Enxertos Ósseos

 

por Dra. Liciane Bello

Enxertos ósseos: como, quando e porquê.

Na odontologia moderna, a exigência estética deixou de ser mero capricho para incorporar-se ao protocolo, principalmente frente aos tratamentos de prótese fixa. Neste contexto, o cirurgião-dentista encontra inúmeras dificuldades quando se trata de pacientes que perderam elementos dentários tornando seu rebordo ósseo irregular ou reabsorvido. Com o advento da enxertia as possibilidades de conjugar estética com naturalidade aumentaram, elevando a auto-estima do paciente e trazendo resultados muito próximos à perfeição.

Os enxertos ainda têm um papel essencial principalmente na implantodontia, que até bem pouco tempo atrás excluía os pacientes que devido ao longo período sem os elementos dentários, tinham pouco rebordo ósseo impossibilitando o tratamento.

Na odontologia dispomos de diversas técnicas e tipos de osso, cada um com indicações específicas. São eles os ossos autógenos, que são retirados do próprio paciente em momentos cirúrgicos simples ou complexos, da própria boca ou da região da bacia para enxertos maiores, e são os que apresentam melhores resultados; os liofilizados, que consiste em osso bovino e serve para pequenos reparos; o osso heterógeno, que é osso humano manipulado para servir em enxertos; e outros métodos comprovados cientificamente, mas que são ainda proibitivos pela complexidade de eventos, como o método desenvolvido dentro da Unicamp, em Campinas, que consiste na colocação de “pastilhas ósseas” que estimulam uma nova formação de tecido ósseo.

 

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2006 Mulheres Dez