Mau Hálito:
das origens ao combate
Em 2002, Mel
Rosenberg, microbiologista canadense, publicou uma revisão sobre
o tema na revista Scientific American, através da Universidade
de TelAviv, elucidando os fatores que levam o indivíduo a
desenvolver o mau hálito. Ficou esclarecido que 85% a 90% dos
casos de halitose se originam na boca. De acordo também com
outro estudo recente sobre o tema, de Walter Loesche, da
Universidade de Michigam, principalmente através do acúmulo de
bactérias localizadas na região posterior da língua, em que há
um fluxo diminuído da saliva, e um gotejamento pós-nasal dos
seios da face em direção à faringe. Este gotejamento persistente
é encontrado em 25% da população urbana como resultado de
alergias, poluentes químicos e processos inflamatórios das
mucosas nasais e dos seios da face (sinusite). Estas bactérias
digerem as proteínas de restos alimentares, promovendo a
liberação de substâncias com odor desagradável, entre elas: gás
sulfídrico, resultante do metabolismo anaeróbico (cheiro de ovo
estragado), escatol (substância também encontrada nas fezes),
cadaverina (associada à decomposição de organismos), putrescina
(à decomposição de carne) e ácido isovalérico, também presente
no suor dos pés. Estes odores geralmente não são percebidos
pelos portadores, gerando um agravamento da halitose e grande
desconforto aos que se relacionam com eles.
Outras causas
de halitose são encontradas na má conservação dos dentes,
inflamação das gengivas, falta de boa higienização da boca
(restos de alimentos entre os dentes) e abscessos (presença de
pus, ou seja, infecção). A redução do fluxo salivar, comum entre
diabéticos, usuários de antidepressivos, pacientes idosos, podem
aparecer entre os fatores predisponentes.
Outras origens
também podem propiciar o aparecimento do problema como a
inflamação das fossas nasais (5% a 10%). 3% dos casos são
provocados por processos infecciosos das amídalas e apenas 1% em
outras localizações como o estômago ou outras partes do aparelho
digestivo.
Seja qual for
a origem, o portador de halitose deverá procurar ajuda
especializada, e esta ajuda deverá ser iniciada através de uma
visita ao dentista, o qual avaliará adequadamente e encaminhará
a outro profissional se houver necessidade.
Dra Liciane
Toledo Bello.
Mestranda em
Laser Odontológico.
Especialista
em saúde bucal da mulher.