A maternidade e a saúde bucal: mitos e verdades
por Dra. Liciane Toledo Bello
13/05/07

A maternidade e a saúde bucal: mitos e verdades

Ao longo dos tempos, muitas mulheres enfrentam na gravidez sérios problemas bucais, acarretando perdas dentárias, gengivites agudas, infecções graves e extremamente dolorosas.

Mas por quê isto acontece? Na verdade os problemas não aparecem devido ao período gestacional, mas poderão ser agravados em caso de pré-existência, e isto ocorre pelo fator hormonal. Nós mulheres temos a nossa existência demarcada pelos hormônios sexuais femininos: na menarca, no ciclo menstrual, nos métodos contraceptivos que utilizam hormônios sintéticos, na gravidez, no climatério e por fim na menopausa.

Em todas estas fases há uma probabilidade de se ter a saúde bucal prejudicada, e é na gravidez que o prejuízo é maior pelo fato de pôr em risco a saúde do bebê. Existem relatos de nascimento de prematuros, em que a causa foi a existência de sérios problemas periodontais na mãe, ou seja, a falta de uma terapia efetiva contra os problemas bucais.

Por isso, é sempre importante manter um programa preventivo no dentista, efetuando visitas regulares para que haja detecção precoce das doenças bucais, evitando assim tratamentos odontológicos no período gestacional, a não ser os emergenciais.

A valorização da maternidade pela natureza é sublime. Tanto é verdade que pesquisas recentes demonstram que independente da paternidade, é da mãe que se adquire as bactérias bucais, as quais são verdadeiros clones. Os filhos herdam a saúde bucal da mãe, através da colonização bacteriana precoce, logo que surgem os primeiros dentinhos.

Portanto, mãe que pensa na saúde bucal dos filhos, precisa pensar em si em primeiro lugar.

Drª Liciane Toledo Bello

Mestranda em Laser Odontológico – USP.

Especialista em Saúde Bucal da Mulher.