Tratamento de Vanguarda
por Dra. Liciane Toledo Bello
11/03/07

Tratamento de vanguarda: o que realmente faz a diferença frente o tratamento odontológico

Gel de papaína ou ultrassom? Motorzinho ou laser? Tratamento de canal ou implante? Você deve estar se perguntando: Qual é a diferença?

Na busca de melhores tratamentos criou-se um verdadeiro arcabouço, recheado pela diversidade de tratamentos quase indolores, e muitas vezes bastante onerosos. Mas nem sempre o paciente tem a possibilidade de optar pelo que mais se encaixa em sua situação, seja ela financeira ou em relação ao próprio tratamento, por falta de esclarecimentos sobre a relação custo/benefício. A atual tecnologia preparou para pacientes mais sensíveis,  alguns tratamentos que removem tecido cariado, muitas vezes sem uma gota de anestésico, logicamente dependendo do grau de comprometimento destes dentes. O gel de papaína e o ultrassom são dois exemplos desta tecnologia, em situações opostas. Observe seus prós e contras: o  primeiro pode ser utilizado principalmente em crianças, mas adultos que não suportam o desconforto que o barulho do ”motorzinho” gera, também podem se beneficiar. Seu custo é reduzido, mas poderá ter a estética prejudicada devido à técnica empregada. O ultrassom apresenta alta competência em remover tecido cariado, tem baixíssima sonoridade e promove um tratamento que prima pela estética, porém é bastante oneroso.

O famoso motorzinho ainda permanece firme e forte no ranking, pois proporciona uma intervenção rápida, a qual nem sempre é indolor, mas em mãos habilidosas é extremamente preciso, porém pode gerar calor suficiente para agredir demasiadamente o dente, ocasionando futuros problemas de canal. O laser de alta potência ainda engatinha na odontologia. É bastante demorado e oneroso, e não apresenta sua melhor face nos procedimentos de remoção de cárie. São as cirurgias dos tecidos moles, as grandes contempladas com os laseres cirúrgicos.

E ainda existem os laseres terapêuticos, amplamente utilizados nas diversas especialidades, proporcionando efeito antiinflamatório, antiedematoso e estimulando a cicatrização, com excelentes resultados quando utilizados para complementar tratamentos convencionais. Os implantes passam a ser solução, não só para os que perderam seus dentes, mas para os que possuem problemas de infecções recidivantes, principalmente nos tratamentos endodônticos (tratamentos de canal), em que substituem a raiz dentária problemática por uma situação bem mais salubre.

É importante frisar que manter infecções crônicas pode gerar complicações futuras, na saúde geral ou local, muitas vezes instituindo processos de difícil resolução, que sempre prejudicarão o paciente.

O questionamento sobre as possibilidades e as limitações do tratamento deve acontecer sempre que houver dúvidas para que o resultado final do mesmo esteja dentro das expectativas de quem o receber, para não se ter surpresas desagradáveis futuramente.

Dra Liciane Toledo Bello.