Tratamento de vanguarda: o
que realmente faz a diferença frente o tratamento odontológico
Gel de
papaína ou ultrassom? Motorzinho ou laser? Tratamento de canal
ou implante? Você deve estar se perguntando: Qual é a diferença?
Na busca de
melhores tratamentos criou-se um verdadeiro arcabouço, recheado
pela diversidade de tratamentos quase indolores, e muitas vezes
bastante onerosos. Mas nem sempre o paciente tem a possibilidade
de optar pelo que mais se encaixa em sua situação, seja ela
financeira ou em relação ao próprio tratamento, por falta de
esclarecimentos sobre a relação custo/benefício. A atual
tecnologia preparou para pacientes mais sensíveis, alguns
tratamentos que removem tecido cariado, muitas vezes sem uma
gota de anestésico, logicamente dependendo do grau de
comprometimento destes dentes. O gel de papaína e o ultrassom
são dois exemplos desta tecnologia, em situações opostas.
Observe seus prós e contras: o primeiro pode ser utilizado
principalmente em crianças, mas adultos que não suportam o
desconforto que o barulho do ”motorzinho” gera, também podem se
beneficiar. Seu custo é reduzido, mas poderá ter a estética
prejudicada devido à técnica empregada. O ultrassom apresenta
alta competência em remover tecido cariado, tem baixíssima
sonoridade e promove um tratamento que prima pela estética,
porém é bastante oneroso.
O famoso
motorzinho ainda permanece firme e forte no ranking, pois
proporciona uma intervenção rápida, a qual nem sempre é indolor,
mas em mãos habilidosas é extremamente preciso, porém pode gerar
calor suficiente para agredir demasiadamente o dente,
ocasionando futuros problemas de canal. O laser de alta potência
ainda engatinha na odontologia. É bastante demorado e oneroso, e
não apresenta sua melhor face nos procedimentos de remoção de
cárie. São as cirurgias dos tecidos moles, as grandes
contempladas com os laseres cirúrgicos.
E ainda
existem os laseres terapêuticos, amplamente utilizados nas
diversas especialidades, proporcionando efeito antiinflamatório,
antiedematoso e estimulando a cicatrização, com excelentes
resultados quando utilizados para complementar tratamentos
convencionais. Os implantes passam a ser solução, não só para os
que perderam seus dentes, mas para os que possuem problemas de
infecções recidivantes, principalmente nos tratamentos
endodônticos (tratamentos de canal), em que substituem a raiz
dentária problemática por uma situação bem mais salubre.
É importante
frisar que manter infecções crônicas pode gerar complicações
futuras, na saúde geral ou local, muitas vezes instituindo
processos de difícil resolução, que sempre prejudicarão o
paciente.
O
questionamento sobre as possibilidades e as limitações do
tratamento deve acontecer sempre que houver dúvidas para que o
resultado final do mesmo esteja dentro das expectativas de quem
o receber, para não se ter surpresas desagradáveis futuramente.
Dra Liciane
Toledo Bello.