A HORA DE TROCAR OS DENTINHOS
PELOS DENTÕES
Esta fase, marcada por mudanças em
nosso organismo, substitui em nossa boca nossos pequenos dentes
por outros maiores, que nos acompanharão pelo resto da vida – se
cuidarmos direitinho deles-, e isto acontece de forma natural e
bem tolerada pela maioria de nós. Porém, uma parte da população
pode enfrentar alguns percalços para efetivar as mudanças,
gerando muitas dúvidas em relação às trocas dentárias que se
iniciam por volta dos 6 anos e se concluem, praticamente, 7 anos
depois.
Uma reclamação muito freqüente,
referida quando os dentinhos-de-leite começam a cair
(esfoliar), é que os dentes permanentes demoram muito a nascer
(irromper).
O desagrado acontece porque a
famosa “janelinha” permanece mais tempo que o normal,
prejudicando a criança de várias formas, inclusive a estética.
E o maior motivo para que isto
aconteça, é pelo fato que o dente-de-leite sofreu injúrias –
traumas ou doenças -, fazendo com que a gengiva se torne mais
fibrosa, não permitindo que o dente permanente transpasse-a
naturalmente. Este fato pode pôr em risco toda a harmonia das
arcadas dentárias e exige intervenção profissional.
Existem várias formas de intervir,
dependendo da necessidade e da acessibilidade do paciente
pediátrico. Os meios vão desde exercícios mastigatórios com
acessório adequado, que estimula uma resposta orgânica que gera
o trofismo dental até seu leito.
Mas ainda pode haver necessidade
de “abrir o caminho” para o jovem dente, através de pequenas
cirurgias que rompem a rigidez gengival, permitindo que o dente
se instale adequadamente.
De modo geral os resultados
aparecem de 1 a 10 dias, dependendo da terapia instalada e da
invasividade do processo curativo, e é válido informar que o
método cirúrgico é a mais rápida das modalidades interventivas.
Dra
Liciane Toledo Bello
Mestranda
em Laser Odontológico.
draliciane@ig.com.br